
Na livraria entrei com uma amiga, sem saber o que eu queria ler, fomos atraídas pelo kama sutra em exposição, folheamos e rimos, a teoria do livro é boa mas, a pratica é algumas vezes contorcionista demais. E concluímos que era muita ginástica pra no fim ser sempre a mesma coisa, e a finalidade é a mesma. Desfilei meus dedos pela literatura estrangeira e vi um nome que fitou meus olhos...Pedro Paixão...o título "nos teus braços morreríamos", li o verso, abri no meio como de costume e me apeguei aquelas palavras e a maneira poética que era escrito. Levei pra casa pra começar a ler naquela noite, mas tinha as malas por fazer, então deixei pra ler na viagem... viagem a noite,ônibus leito .....advinha, acordei no meu destino!! Qdo cheguei no hotel pensei: mas um livro que não vou ter tempo pra ler nem o prefacio. Por acaso do destino, hoje, o livro me ajudou com o passar das horas ....li inteiro e de uma vez. São contos curtos, inteligentes e cativantes...com uma perspicácia filosófica, nos leva a reflexões sobre medos e amores de forma contemporânea e incisiva. O autor nos leva pela mão. Vale a pena!!...
Segue trechos do livro:
....Escrever pode ser uma óptima desculpa para quem na vida não tem qualquer esperança. É uma maneira de preencher uma sombra e há momentos em que um beijo escrito vale por muitos.
...E depois uma rapariga precisa de algumas coisas, poucas, só que cada uma dessas coisas, por sua vez, precisa de outras coisas e depois já são tantas que para fazer uma mala são precisas duas horas e um quarto
...Nunca se sabe o que é para sempre, sobretudo nas coisas do amor. E era uma coisa do amor, isto tudo. São tão estranhas as coisas do amor que não se compreendem por inteiro. Tem de se estar sempre a fazer suposições. Nunca se sabe como e até que ponto a até quando. Esta obsessão chega para impedir a vida, o amor pode impedir o amor, amaldiçoá-lo como um espectro